terça-feira, 25 de junho de 2013

Você (te trago flores roubadas, amor):




   te descrevo em poesia
   para que talvez assim
   a dor seja tardia.

   e nesse sorriso fugidio
   eu parto de mim mesma
   rumo ao oceano,
   que leva e traz qualquer amor.

   eu, que nem bem sei de mim,
   pra onde vou,
   de onde vim,
   pensei segundos atrás
   em te fazer feliz.

   trago flores roubadas
   de um jardim quase morto.
   mas, ah, amor...
   elas são pra você.

   quem sabe não basta.
   pra mim,
   pra você,
   pra nós.

   amor, quem sabe
   quanto tempo vai durar
   até acabar?
   quem sabe
   quanto tempo vai levar
   pra gente se encontrar
   e a saudade amenizar?

   te descrevo em poesia,
   amor,
   porque não posso descrever
   em beijo,
   em abraço,
   em carinho,
   em silêncio.

   te poetizar
   é só o que resta
   para quem a vida toda
   esperou pra te ver chegar.

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