Amanheci silêncio
cego,
doído,
estampado na cara,
fixado no cheiro da pele.
Amanheci de costas viradas
para o mundo,
para mim,
para que me viu,
para quem não me vê.
Amanheci sem
dinheiro no bolso,
sem
paz no olhar,
sem
amor no coração.
Amanheci
cinza,
quase morta.
E cadê qualquer sorriso
pra acender
a luz em mim?
Nenhum comentário:
Postar um comentário